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07 de Dezembro – Evangelho (Mt 7,21.24-27)

07 de Dezembro – Evangelho (Mt 7,21.24-27)
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Primeira Leitura (Is 26,1-6)

Leitura do Livro do Profeta Isaías.

 

 

1Naquele dia, cantarão este canto em Judá: “Uma cidade fortificada é a nossa segurança; o Senhor cercou-a de muros e antemuro. 2Abri as suas portas, para que entre um povo justo, cumpridor da palavra, 3firme em seu propósito; e tu lhe conservarás a paz, porque confia em ti. 4Esperai no Senhor por todos os tempos, o Senhor é a rocha eterna. 5Ele derrubou os que habitam no alto, há de humilhar a cidade orgulhosa, deitando-a por terra, até fazê-la beijar o chão. 6Hão de pisá-la os pés, os pés dos pobres, as passadas dos humildes”.

– Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

 

Responsório (Sl 117)

 

 

— Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

— Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor.

— Dai graças ao Senhor porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” É melhor buscar refúgio no Senhor, do que pôr no ser humano a esperança; é melhor buscar refúgio no Senhor, do que contar com os poderosos deste mundo!”

— Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!

— Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

 

 

Evangelho (Mt 7,21.24-27)

 

 

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 

 

Homilia

 

A oração é o alicerce das famílias

O Natal em família é o Natal em oração, talvez, seja o momento, a hora e a graça das famílias que não rezam: rezarem

“Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha” (Mateus 7,24).

Preciso começar dizendo que não podemos ser o homem insensato, o homem insano, porque não há insanidade maior do que construirmos a casa alicerçada na areia, pois quando vierem os ventos, as tempestades, as chuvas, a ruína daquela casa vai ser total, ela vai cair.

É doloroso ver uma casa cair, mas aqui não me refiro somente a uma “casa física”, material, porque para essa casa pode-se fazer um mutirão e depois reconstruí-la, refazê-la, pode-se juntar novamente as pedras e os tijolos.

É muito doloroso para a nossa alma ver as nossas casas caírem. A “casa” que é a família, o casamento, a nossa espiritualidade e a nossa relação com Deus. E por que as nossas casas estão caindo? Por que as nossas famílias estão ruindo? Porque, muitas vezes, estão solidificadas na areia e não sobre uma rocha firme. E essa rocha firme é uma espiritualidade verdadeira e concreta com o Senhor.

Eu sei que, as pessoas se preparam, invocam o nome de Jesus e pedem a bênção de Deus. Não basta somente pedirmos a bênção, é verdade que precisamos começar com ela, para continuarmos nela; mas, a casa se constrói dia a dia, se alicerça a cada dia, fundamenta-se, também, a cada dia.

Se não cuidarmos da nossa espiritualidade, da nossa relação com Deus; se um casal, uma família não cuida da oração, não cuida de fazer Deus presente naquela casa, naquela família, quando a família deixa-se iludir facilmente pelas atrações desse mundo, pelas facilidades do mundo, pelo consumismo dilacerado que nós temos nos dias de hoje; se não cuidamos dela, ela vai caindo, perde a consistência. Assim como acontece com a espiritualidade é, também, com a casa física: não percebemos as ruínas no início, porque está tudo bonito, tudo maravilhoso. “Estou bem assim. Está tudo legal”. Mas, na hora em que a ruína chega, quando a “casa cai”, ela cai com força.

Neste tempo de graça, no qual nos preparamos para celebrar o Natal de Nosso Senhor Jesus, Ele não quer que a sua família faça uma ceia grande e maravilhosa. Ele quer que a sua família se alicerce e  firme-se n’Ele.

O Natal em família é o Natal em oração, talvez, seja o momento, a hora e a graça das famílias que não rezam, rezarem; das famílias que rezavam e deixaram de rezar, voltarem a rezar. O alicerce que não pode faltar em nenhuma família é a oração junta, concisa e focada em Deus. Assim, essa rocha firme vai segurar a sua casa.

Deus abençoe você!

Padre Roger Araújo